quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NEFELIBATA

Nasce tarde em glória
Inglória
Inglória, inglória
Conjunção correlata
de porra nenhuma

Futuro percorrido em esteiras de academia

Sonhos sofrem de cirrose
Uma sorte
Enrolada em fitas de frase
proféticas-astrológicas

O dia se enovela noite
E teço
Você.

sábado, 8 de outubro de 2011

MARROM

Uma chuva de folhas secas
cobre as entranhas das
 incertezas


Respiro o teu futuro
dióxido de carbono
num sopro de vida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

À PÂMELA


Noite ensolarada em Marília
faz cair em gotas
as estrelas no vidro da janela
Sorriso solitário molhado
de nostalgia feliz 
que faz a tristeza de agora.
Trago (de) vinho não comprado
pra uma visita que Penélope espera
Tecendo frios de Pâmela
em Vanessas rodrigueanas...

Volta

Tomando Keep Cooler na garoa
Garota 
Aguarda
   dia seguinte
Tomando no cu
a merda
do cotidiano.

Garoa sem jazz, garota
Arrota a fé marota
que a bota sapateia notas de música sem arranjo
nem letra

(Nunca feita) .

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Domingo Lambruscado

                       (Um domingo em Gambalaia)


Céu húmido acima do vento que rasga o dia seguinte. Um evento repleto de. Pessoas ausentes que confirmaram presença.
Bebidas, um vidro fumê, redoma, cigarros e frio
, consumindo fios de pensamentos.
Panos estilo new-old-fashion, mulher solitária na janela da casa do outro lado do parque desgramado, camisas xadrez, peões com reis de leis. Xeque Mate.
Cheiros de abraços não dados, SMS.
Caetano, samba de Maria Rita, violão. 
Lá fora árvores balançam seu canto de folhas inaudível.
Um canto na calçada gelada. Benção de mendigos com casa. Renato Russo. Cantarilhos hibernados de Outono
Templário artístico em soneca de garoa fina em copo cheio de vidas sorvidas num gole.

...Dia seguinte aguarda a rotina que desguardo no bolso.

domingo, 18 de setembro de 2011

Elaine



Essa voz violeta coberta na violência profunda dos pensamentos escuros. Flores secas. Palavras pretas em teto de quarto que é o céu em sua deificação escarlate. Escalada para baixo no avesso do suspiro na fome da sede, na literatura brasileira, no sexo tântrico, nos hálitos vermelhos cobrindo ombros colados. Calado cenário em sépalas de paralelepípedos, tabernas, filetes, ouro derretido no caminho da estrada da veia que dá no coração.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

(áspas)



          "O verdadeiro crime em nossa sociedade consiste em ser apanhado ou então ser tão pobre a ponto de não poder contratar a melhor assistência legal para se livrar das grades."