quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Poema só, para E.M.
IDEAL LOGIA
sábado, 19 de fevereiro de 2011
CICLO DO MAR CÉU LOUCO
Bode na sala. Espada sem jogo. Omar grita no concreto. Grita porque quer calar os que viraram seus subordinados por dependência. Merda de pendência financeira. Purgatório. Expiatório mas em ondas de crises.
Mér de homem frustrado mandando a mãe ignorante tomar no cu. Numa sexta qualquer. Num dezoito qualquer. Dum fevereiro qualquer. Dum dois mil e onze qualquer. Por volta das dezessete e quinze qualquer ...
O mundo não costuma fazer com que as coisas deem certo. E viver é difícil.
Quando as coisas são difíceis, ele te dá purgatório; quando as coisas dão errado, ele faz do existir inferno mais insuportável.
Omar está louco. Mas ele quer que você faça um tratamento.
Ele até se passa por normal como qualquer louco bem instruído.
Não dá para provar no BO seu olhar de animal carregado de ódio que só um homem pode ter ...
Razão louca de Penteu.
Enquanto ouço falar de filhos que, quando cresceram, defenderam a mão de apanhar mais , vejo Omar agredir a mão depois que cresceu.
E doem meus cinco sentidos, inúteis como minha singularidade.
Cheiro de encrenca. Hematoma. Gosto de derrota.
A mãe toma soda depois de tomar antidepressivos mais pesados que a cruz.
Omar está bravo. Omar está louco, mas ele quer que você faça o tratamento.
Omar só quer que tudo dê certo e todos sejam felizes. Por isso que ele odeia a todos. Omar paga o melhor plano de saúde à mãe que agride. Paga todos os remédios pretos. Berra, xinga, grita, humilha, estronda, corrompe. Pelo bem-estar-bem de todos os seus subordinados pela dependência. Depende.
Mas ele fez mais do que os outros filhos que só defenderam a mãe.
Omar sem praia.
Omar em ondas de inferno.
O Mar céu o.
Mar-céu louco.
O barulho da paz no mundo é o ronco dOmar. Do mar. Domar Omar sem amor. O mar, céu louco sem anjos.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
SEMANA DE FREVEREIRO
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
TRAÇAS DAS DESGRAÇAS
Os pés caminham no impasse dos dias da vida purgatória que mais parece inferno.
Só náo param porque não são sós.
Só não param porque o mundo não permite.
Não permite que parem nem que avancem.
Os olhos marejam ondas de açúcar que derretem na tempestade azeda do viver ...
Existir é um peso. 64Kg de peso sisífico no absurdo de existir. 64Kg de humilhação recheada de regalias. 64Kg de suor nada lucrativo.
Às vezes meio dia, 63Kg de fome.
63.700g de sol ardido e roupa húmida
pingando na sede da garganta fechada. Da boca chorosa que, toda noite, beija a mulher mais perfeita do mundo. E a toca sorrateira como os suspiros das encantadoras madrugadas antes da meia noite no quarto sujo.
E as nuvens oníricas
roem como traças
a impossibilidade
de se realizar
um desejo simples.
domingo, 16 de janeiro de 2011
(Cadafalso cotidiano)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Montes Claros I
A língua submersa na falta d’água remedando
A interrupção do nada quebrantado
Cerveja frisando ininteligíveis injúrias racionais
A injúria da fantástica sucessão de dias belos...
Chove na terra do sol enquanto passo protetor.
Pele que sorri ao exalar
Hálito atmosférico
Longitude do asfalto que sussurra
A concisa rebeldia
Sem flor que brota de piche,
Sem pétalas declarando os malmequeres
Lá de longe por toda a parte;
O clandestino eterno do amor nos
Montes de cantos
Montes de beijos
Montes de sussurros sinfônicos em zelo
Montes Claros.
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Montes Claros II
O dia no fim da tarde começa.
Arde o sol tardio
Danço
E me visto de mulher
Natural
Vira complemento de l’amour
Sol na pele
Banho de música
Levanto a saia à alegria
Que me escapa na sucessão de dias belos...
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Montes Claros III
As estrelas de papel
que te dei quando cheguei
Voaram pro céu na minha partida.
Ida de eterno retorno
Eterno mar na sua pele de cachoeira
Línguas diferentes que se entrelaçam no mesmo país...
Nuvem de forma definida
Molha minha camisa
Me enxuga com o seu lençol
Para embalar os sonhos
Que escapam pela janela
Com meu cheiro
No incenso
Enchendo paradas e quilômetros
Fazendo do tempo que corre
Desconhecida cidade
Pisada sem caminhos
Na mais presente inércia futura
E as memórias passadas
Tornadas
Mortes Claras sem sacrifício
Sem crucifixo.