"...As pessoas são cômicas. Não sabem fazer fila... Parecem imãs que grudam no rabo do último. E sempre procuram encostar o corpo em qualquer canto.
Acho que o primeiro bípede que lutou contra a gravidade está desapontadíssimo.
Deixaremos de ser bípedes...! Sim..."
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Carta a Ninguém ou talvez a um Suspiro.
Iniciei a leitura de Crime e Castigo. Uma breve homenagem sobre o que sinto.
:Crime por pensar demais. Castigo pelas consequências dos atos que se transformam a partir desses pensamentos...
Talvez.
Encontrei mais um amor correspondido nessa madrugada, na minha vida.
E as pessoas são tão humanas que para amar devemos ter estômago antes do coração.
Crime por pensar. Castigo por acreditar no que se pensa. O Haver.
Estou a sentir novamente a pulsação enérgica vital de meu espírito em mim. E essa força imanente chega além de minha pele às vezes tão flor...
Como Love Bizare Triangle ...
As energias da argumentação não estão repostas com meu silêncio gostoso na língua.
E essa subjetividade não importa tão intensamente a ninguém além do Suspiro sentimental por mim.
Crime de sentir. Castigo por pensar (n)o que se sente.
Olho pro cortes de minha mão. Lembro, depois, penso. Venho machucado tanto essa mão. Tamanha é minha pulsão...
Como alguém tão gauche concentra sua força no lado direito?
Quem sou eu afinal, além de mim?
Aproveitei um pouco dessa imanência de espírito e pedalei ao vento atmosférico do meu corpo. Movimento sob nublação asfaltica. E as árvores que derrubavam suas folhas em mim me fizeram lembrar do amor inesquecível de Ossain.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Ela. Aí. Né?
Ela aí tão longe... E meu silêncio faz a distância de milhas de estradas em construção. Tem linda alma poética. Beleza significante. Simples em complexo olhar negro-enigmático.
Seus olhos que desviam não são os mesmos que transpiram os sussurros que terei... Uma inexatidão com toda a certeza.
Ela aí. Eu aqui. Elaí, né? Suportantando meu francês de subúrbio inventivo. Ma. Um anjo. Ciel...
Eu aqui tão perto de tudo. E de nada que te alcança.
Meus jovens passos patinadores. Seu olhar nuvem que me traz o chão novamente.
'Seu' não... Dela.
DEla lá. Ela... Elaine.
sábado, 9 de outubro de 2010
Mágica
Um som de gaita de foles grita oʃanguian obàluáyê eueu assa. Penetra fundo uma sonata-romance.
O-Daiko compõe o ritmo que bombeia o mais íntimo vermelho duma alma impenetrável. Escala espírito. Partitura no cume da caixinha sem fundo dos pensamentos.
Sussurro.
Discernimento.
Martelo.
Bigorna.
Cortina de sinos.
Vento.
Que me deixa muda depois da sinfonia
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Escola.
Ontem. Estava eu submersa no mais raso de mim, subindo as escadas. Boca colada. Cenho fechado.
Crianças desciam.
Me afastei. Mal humorada.
De repente uma menininha me cutucou, olhou em meus olhos e disse "Você é muito bonita".
Totalmente surpreendida.. Ainda sorrio de boba diante da magia que só as crianças possuem.
Crianças desciam.
Me afastei. Mal humorada.
De repente uma menininha me cutucou, olhou em meus olhos e disse "Você é muito bonita".
Totalmente surpreendida.. Ainda sorrio de boba diante da magia que só as crianças possuem.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Pintando Orixás
6h27. Três horas de lapso negro. Alguns chamam isso de sono.
.
O canto de Omulu ecoa no martelo-bigorna de minhas mãos.
.
Um moço que dançou ʃangô na boca lasciva de meus olhos..
.
A explicação de uma carta inexplicável no meu pulmão.
.
Ewa tem uma lágrima na pintura da bolsa de flechas.
. . .
O hálito da boca de meus olhos cheia de éter pela madrugada pinta a parede em branco numa conversa a distância.
Uma lágrima. Uma flechada. Me cubro de palha. E danço inerte as imagens dançadas.
.
Sento num pedaço de tronco sem vida para esquecer as lembrancas dançantes enquanto crianças criam nuances histéricos.
Sou omulu sem palha. Com muitas flechas.
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O canto de Omulu ecoa no martelo-bigorna de minhas mãos.
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Um moço que dançou ʃangô na boca lasciva de meus olhos..
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A explicação de uma carta inexplicável no meu pulmão.
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Ewa tem uma lágrima na pintura da bolsa de flechas.
. . .
O hálito da boca de meus olhos cheia de éter pela madrugada pinta a parede em branco numa conversa a distância.
Uma lágrima. Uma flechada. Me cubro de palha. E danço inerte as imagens dançadas.
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Sento num pedaço de tronco sem vida para esquecer as lembrancas dançantes enquanto crianças criam nuances histéricos.
Sou omulu sem palha. Com muitas flechas.
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