quinta-feira, 9 de setembro de 2010

As lágrimas não se simplificam, eu sei. Nous savons. ..
E... Eu não chorei hoje até daqui a pouco. Daqui a pouco morro mais um pouco. Daqui a pouco o grito que me é um soco no estômago rompe em raiva. E antes o tédio que um soco no estômago.. Mas daqui a pouco eu morro de novo. Me quebro na face diante da injustiça. Me perco no Haver.

Daqui a pouco morre mais um minuto. Afora um segundo. E agora. E afora. E aflora .. Menos um segundo e minuto e hora. Sopro.
Só para te ver. Só não posso dizer que é para te sentir ...

Um sopro a menos. Hoje, um minuto a menos para te ver. Depois, um minuto a menos para que o "te ver"acabe .... . . . . E quero que isso acabe. Nous avons.

sábado, 28 de agosto de 2010

QUANDO JÁ NÃO TIVERMOS OLHOS

Em algumas décadas, talvez, a Lua será obsoleta
e os amantes já não saberão apreciar
a mutação das nuvens e o cantar do grilo
em noite de lua cheia.
O amor se derramará no vazio
e não haverá passos delicados sobre a relva,
nem suspiros ao leve toque da brisa.
Quando nos cansarmos da paisagem,
não fecharemos os olhos: desligaremos a TV.
E nossa alma, então, poderá ser enrolada
como um tapete gasto
e atirada no fundo do armário.
De que nos servirá a alma
quando ja não tivermos olhos
para a dança das nuvens e da Lua
numa noite de primavera?



(Eduardo Alves da Costa)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Agendas.

Numa manhã vagabunda de sol viajo em mim. Me dou ao luxo de.

Estou sempre a me dar ao luxo mesmo que seja também tão rígida. E que não seja obrigatóriamente entendível quando já é por si um fato. Um dos...

Fui pra 2006 com a intenção de queimar os olhos que se transformaram em palavras para eternizar este passado em minha vida. Mas é provável que eu continue a guardar... Pra não me esquecer que fui. Muito esqueço o que aprendo.


Impossível não pensar ainda mais no amor.
.
.
.

Pensar no amor eternamente presente sem comparar ao passado é uma arte que domino. I think that.

Hoje pretendo me esquecer pra melhor me sentir.

Mas escrever cem por cento livremente sem pensar que o que escrevo será visto por menos de dois olhos é uma arte em construção às vezes quase sempre.

- Parei no suicídio -


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Kind violence

Stay in the bord of my soul
fall on flood away
inside all
the oblivions
of thousand of millions
to the omissions
and look
carbons into
your essence
, to emerge a cinema behind the wall
that fall on flood
in the mood hidden
the freak-common law
Kind violence
of the human existence ...

domingo, 11 de julho de 2010

Cordas e arcos.

Da mesma forma que uma estrela explode quando atinge o seu ponto máximo de brilho, uma corda se arrebenta quando está no ponto máximo de afinação.

Cordas arrebentadas não produzem som. Imagine aquela brincadeira antiga de fazer telefones com latas e um barbante. Se esse barbante estiver rompido não será emitido o som de um lugar ao outro através de suas vibrações.

Não, não somos capazes de extrair notas de uma corda rompida. Mas podemos gritar...
-
O som desafinado vem das cordas frouxas. Por mais que não estejam prestes a se arrebentarem, nada diz que não há possibilidade de escaparem.

É possível imaginar até onde vai a resistência de um vínculo. Sim. Mas não é possível determinar simplesmente.

E o que podemos dizer dos emaranhados quando imaginamos que a profundidade de um abismo é tão intensa que o fundo está longe demais de nossos ouvidos para que sejamos capazes de ouvir música??

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"...Tântalo também é, e mais simplesmente, o símbolo do desejo incessante, irreprimível, jamais saciado, pois a eterna insatisfação está na natureza do homem. à medida que se aproxima do objeto de seu desejo, este se furta e a ávida busca prossegue sem fim."

[Rien]

Tento controlar os impulsos de meus pensamentos tornando-os em apenas pensamentos.
Eu tentei. Eu tento. Eu tempo.

Mas nem sempre deixo as ideias virarem vapores a cair nos ralos do inconsciente. ..

Transcendi.

Bueiros.
Guias.


Não posso dizer que encontrei todos os resultados, mas garanto que encontro sempre mais elementos para compor os meus cálculos... (E haveria melhor forma para estarmos próximos de descobrir o elemento X?!)

De qualquer forma,, até hoje não compreendo por que é que quarta e sábado são os dias elegidos da feijoada.